
Drogas.
Elas podem matar............
Talvez não surpreenda saber que umas 3.020 pessoas nos Estados Unidos morrem todo ano depois de usar cocaína; os efeitos poluidores da droga no corpo humano são bem conhecidos. Mas a revista National Geographic relatou recentemente que a produção da droga também causa grave poluição nos rios e córregos das florestas pluviais bolivianas, peruanas e colombianas. A revista comenta: “Umas 508 toneladas de cocaína foram apreendidas no mundo todo pelas autoridades em 2009, segundo a Administração de Repressão às Drogas, dos Estados Unidos. A fabricação de tanta droga — mera fração do total — exigiu 106 milhões de litros de querosene, 4,2 milhões de litros de solventes, 1,1 milhão de litros de ácido sulfúrico, 70.000 litros de ácido clorídrico e 14.000 litros de amônia. Grande parte de tudo isso é despejada nas redes fluviais, destruindo a vida aquática e poluindo a água de irrigação e de consumo.
Certa pesquisadora estima em US$ 67 bilhões o custo anual do abuso de drogas na América. Joseph A. Califano Jr., presidente do Centro de Controle do Vício e Abuso de Substâncias, da Universidade de Colúmbia, em New York, aponta outro aspecto oneroso do problema: “Recém-nascidos de mães que usaram crack na gravidez, o que era uma raridade uma década atrás, hoje lotam as salas de atendimento a recém-nascidos, com diárias de US$ 2.000 . . . Pode custar um milhão de dólares levar cada sobrevivente à idade adulta.” Além disso, observa Califano, “deixarem as mulheres grávidas de fazer o pré-natal e não largarem as drogas responde por boa parte dos quase três bilhões de dólares que o Medicaid gastou em 2008 com internações por abuso de drogas”.
Um estudo feito em São Paulo revela que somente ‘30% do primeiro grupo de 103 viciados em crack, internados para tratamento, conseguiram se recuperar depois de dois anos’. De acordo com O Estado de S. Paulo, “50% continuavam usando drogas e 13% tiveram um fim trágico: foram presos, desapareceram ou morreram, vítimas de assassinatos, Aids ou overdose”. O Dr. Ronaldo Laranjeira, coordenador do estudo, diz: “São números muito altos, considerando-se que todos eram jovens, tinham famílias estáveis e resolveram por conta própria iniciar tratamento.” É curioso, contudo, a declaração do coordenador do SOS Criança, Paulo Vitor Sapienza, segundo o Jornal da Tarde: “É impressionante a velocidade com que [os menores] podem largar a droga quando têm amor e carinho'
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, observa: “As drogas estão destruindo as nossas sociedades, fomentando o crime, disseminando doenças como a Aids e matando os nossos jovens e o nosso futuro.” Ele acrescenta: “Existem hoje uns 190 milhões de usuários de drogas ao redor do mundo. Nenhum país é imune a isso. E sozinho, nenhum país pode esperar estancar o narcotráfico dentro de suas fronteiras. A globalização do narcotráfico exige uma resposta internacional.”
Agravando as coisas, em anos recentes surgiram certas drogas com estrutura química ligeiramente alterada, em geral produzidas para burlar restrições a narcóticos ou alucinógenos ilegais. Essas substâncias químicas sintéticas visam dar ao usuário uma sensação de euforia. Visto que essas drogas podem ser produzidas a um baixo custo em quase qualquer lugar, as forças policiais praticamente não têm como controlá-las. Em 2005, a Comissão das Nações Unidas sobre Narcóticos alertou que, em muitos países, essas drogas sintéticas haviam se tornado parte da “cultura de consumo” e que têm de ser encaradas como “formidável ameaça à sociedade internacional no próximo século”.
Muito se fala em drogas, mas como saber o que é droga? Tudo depende do objetivo a qual se deseja atingir e as formas de uso. Seria a maconha um mal absoluto ou poderia ser usada para fins benéficos como remédio ou como matéria prima para a indústria textil? Muito tem que se discutir sobre isso. Não podemos agir precipitadamente, mas sabemos de antemão que os efeitos da planta no organismo são avassaladores. Apresentamos aqui uma abordagem técnica da planta e uma análise social do seu uso, bem como seus efeitos no homem.
A curiosidade matou o gato", diz o dito popular. A droga é uma armadilha fatal que aprisiona o curioso na dependência química e, para sair dessa cela, quase sempre paga-se um preço alto demais, enfrentando o avesso do barato. Para não entrar nessa viagem, que muitas vezes deixa seqüelas irreversíveis no corpo e na mente dos dependentes, é bom saber como atuam no organismo as drogas mais conhecidas, como a maconha.
Certa pesquisadora estima em US$ 67 bilhões o custo anual do abuso de drogas na América. Joseph A. Califano Jr., presidente do Centro de Controle do Vício e Abuso de Substâncias, da Universidade de Colúmbia, em New York, aponta outro aspecto oneroso do problema: “Recém-nascidos de mães que usaram crack na gravidez, o que era uma raridade uma década atrás, hoje lotam as salas de atendimento a recém-nascidos, com diárias de US$ 2.000 . . . Pode custar um milhão de dólares levar cada sobrevivente à idade adulta.” Além disso, observa Califano, “deixarem as mulheres grávidas de fazer o pré-natal e não largarem as drogas responde por boa parte dos quase três bilhões de dólares que o Medicaid gastou em 2008 com internações por abuso de drogas”.
Um estudo feito em São Paulo revela que somente ‘30% do primeiro grupo de 103 viciados em crack, internados para tratamento, conseguiram se recuperar depois de dois anos’. De acordo com O Estado de S. Paulo, “50% continuavam usando drogas e 13% tiveram um fim trágico: foram presos, desapareceram ou morreram, vítimas de assassinatos, Aids ou overdose”. O Dr. Ronaldo Laranjeira, coordenador do estudo, diz: “São números muito altos, considerando-se que todos eram jovens, tinham famílias estáveis e resolveram por conta própria iniciar tratamento.” É curioso, contudo, a declaração do coordenador do SOS Criança, Paulo Vitor Sapienza, segundo o Jornal da Tarde: “É impressionante a velocidade com que [os menores] podem largar a droga quando têm amor e carinho'
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, observa: “As drogas estão destruindo as nossas sociedades, fomentando o crime, disseminando doenças como a Aids e matando os nossos jovens e o nosso futuro.” Ele acrescenta: “Existem hoje uns 190 milhões de usuários de drogas ao redor do mundo. Nenhum país é imune a isso. E sozinho, nenhum país pode esperar estancar o narcotráfico dentro de suas fronteiras. A globalização do narcotráfico exige uma resposta internacional.”
Agravando as coisas, em anos recentes surgiram certas drogas com estrutura química ligeiramente alterada, em geral produzidas para burlar restrições a narcóticos ou alucinógenos ilegais. Essas substâncias químicas sintéticas visam dar ao usuário uma sensação de euforia. Visto que essas drogas podem ser produzidas a um baixo custo em quase qualquer lugar, as forças policiais praticamente não têm como controlá-las. Em 2005, a Comissão das Nações Unidas sobre Narcóticos alertou que, em muitos países, essas drogas sintéticas haviam se tornado parte da “cultura de consumo” e que têm de ser encaradas como “formidável ameaça à sociedade internacional no próximo século”.
Muito se fala em drogas, mas como saber o que é droga? Tudo depende do objetivo a qual se deseja atingir e as formas de uso. Seria a maconha um mal absoluto ou poderia ser usada para fins benéficos como remédio ou como matéria prima para a indústria textil? Muito tem que se discutir sobre isso. Não podemos agir precipitadamente, mas sabemos de antemão que os efeitos da planta no organismo são avassaladores. Apresentamos aqui uma abordagem técnica da planta e uma análise social do seu uso, bem como seus efeitos no homem.
A curiosidade matou o gato", diz o dito popular. A droga é uma armadilha fatal que aprisiona o curioso na dependência química e, para sair dessa cela, quase sempre paga-se um preço alto demais, enfrentando o avesso do barato. Para não entrar nessa viagem, que muitas vezes deixa seqüelas irreversíveis no corpo e na mente dos dependentes, é bom saber como atuam no organismo as drogas mais conhecidas, como a maconha.
A maconha (palavra de origem angolana) é uma das drogas extraídas de plantas mais antigas, os registros mais remotos datam de 2723 a.C., quando foi mencionada na Farmacopéia chinesa. Outras informações históricas evidenciam a existência da maconha em uma cerâmica com marcas da fibra do vegetal encontrada há mais ou menos 4.000 a.C. no norte da China central.
Até o século XX a maconha era mais famosa nas Américas como fibra têxtil e como planta medicinal. Remédios a base de maconha eram disponíveis em qualquer farmácia.
Em meados do século XX, porém, os cientistas identificaram os efeitos colaterais da maconha e seu uso acabou restringido ou excluído nas farmacopéias, sendo proibido por lei em vários países. O consumo da maconha, entretanto, passou a ser disseminado no mundo nos anos 60. A difusão do Rock e de Woodstock, bem como o avanço hippie em muito colaborou para que a maconha se espalhasse pelos Estados Unidos e desde este país fosse dissiminada para o mundo todo. Seu uso era freqüente entre as classes mais baixas e mais tarde foi difundido entre os jovens de todas as classes. No Brasil a droga é usada principalmente no pela população jovem de classe baixa, média e alta. Nos últimos anos as estatísticas mostram que a maconha está sempre entre as drogas ilícitas mais consumidas pelos jovens estudantes colegiais e universitários.
São mais de 60 substâncias que se encontram presentes na maconha, chamadas pelo nome genérico de canabióides. O tetrahidrocanabiol é a substância preponderante e o principal princípio ativo da maconha. Também é conhecido o delta 9 tetrahidrocanabiol.
Até o século XX a maconha era mais famosa nas Américas como fibra têxtil e como planta medicinal. Remédios a base de maconha eram disponíveis em qualquer farmácia.
Em meados do século XX, porém, os cientistas identificaram os efeitos colaterais da maconha e seu uso acabou restringido ou excluído nas farmacopéias, sendo proibido por lei em vários países. O consumo da maconha, entretanto, passou a ser disseminado no mundo nos anos 60. A difusão do Rock e de Woodstock, bem como o avanço hippie em muito colaborou para que a maconha se espalhasse pelos Estados Unidos e desde este país fosse dissiminada para o mundo todo. Seu uso era freqüente entre as classes mais baixas e mais tarde foi difundido entre os jovens de todas as classes. No Brasil a droga é usada principalmente no pela população jovem de classe baixa, média e alta. Nos últimos anos as estatísticas mostram que a maconha está sempre entre as drogas ilícitas mais consumidas pelos jovens estudantes colegiais e universitários.
São mais de 60 substâncias que se encontram presentes na maconha, chamadas pelo nome genérico de canabióides. O tetrahidrocanabiol é a substância preponderante e o principal princípio ativo da maconha. Também é conhecido o delta 9 tetrahidrocanabiol.
Ao chegar na corrente sangüínea, a maconha passa por todos os tecidos do organismo. As sensações experimentadas variam com o teor de Delta 9THC das preparações (que varia de acordo com a parte da planta utilizada e o modo como são preparadas), via de introdução e absorção do Delta 9THC. Os efeitos variam muito de indivíduo para indivíduo e dependem da personalidade e mesmo do grau de experiência do indivíduo no uso da droga.
É impossível dizer que a maconha não faz mal. É um vício, considerado por muitos como doença. Quem está vendo de fora pouco sabe sobre ela. Quem já viveu uma experiência com maconha tem outra visão. Por melhor que seja o prazer causado pela inalação de um cigarro feito de maconha ele com certeza não trará bons resultados no futuro.

