O carro e imprenscindivel na America. Muitos moram bem distantes do trabalho.
Algumas regioes sao servidas por trens, metros ou linhas de onibus, mas o carro e mais do que meio de locomocao – e uma necessidade.
Nos Estados Unidos e obrigatorio fazer seguro, e para tudo tem ma taxa extra. Tem o sticker da placa e de inspecao que sao obrigatorios ( alguns estados nao se usam mais ) e a falta de um deles ou de ambos pode trazer serios problemas para quem dirige e e parado pela policia. Mesmo que voce nao tenha carteira de motorista, pode comprar um carro e registra-lo no seu nome.
Outro dia, estava num restaurante e vi do outro lado da rua um carro que estava sendo guinchado. A curiosidade foi tanta que perguntei ao policial o motivo. Ele disse que o sticker de placa estava vencido e ele viu – saiba que os policiais sao treinados e preparados para “ver” de longe o que precisam enxergar. Pois ele viu a irregularidade e nao quis nem saber, cumpriu o seu papel de guardiao da lei e da ordem e mandou rebocar o carro, alias, um belo carro.
Certamente o dono ou dona dete ter esquecido de ir no Motor Vehicles para uma taxa e se fizesse a renovacao pela internet receberia o adesivo em casa pelo correio. O esquecimento ou descuido deve ter custado mais de US$ 500, fora o constrangimento de ter que ir buscar o carro no storage.
Outro fator de problemas nas ruas, estradas e avenidas sao as luzes do carro. Por luzes entenda-se tudo o que acende ou pisca no lado externo do seu carro. Fazer uma inspecao periodica e mais do que uma necessidade, e uma obrigacao. Alguns fazem essa inspecao
semanalmente e volta e meia precisa trocar ma lampada ou outra que esta queimada. As luzes de freio, setas dianteiras e traseiras, luzes de farois alto e baixo e piscas alertas precisam ser vistoriadas com frequencia, pois sempre ha noticias de alguem que foi parado pela policia por causa de uma lampada queimada. Coisa simples de resolver e solucionar, mas que quando e negligenciada e deixada de lado custa caro, quando nao a liberdade e o sonho americano.
Outro dia soube de uma pessoa que por causa de uma lampada da luz de freio queimada, foi parado por um tropper da state police e desafortunadamente o nome do brasileiro quando foi checado apontou uma ordem de deportacao pendente e hoje ele esta no brasil.
Tal como esse brasileiro, muitos tem tido a sua estada aqui interrompida de forma abrupta por falta de atencao e diria ate de cuidado. Faca um check list e divida-o pelas semanas do mes e tire um dia e confira pessoalmente cada uma das luzes do seu carro. Voce vaigastar poucos minutos, mas vai poder andar sem medo de ser parado por causa de uma luz queimada ou um sticker vencido.
Nao seja descuidado e muito menos negligente, tambem nao reclame de quem cumpre o seu papel de fiscalizar e fazer cumprir a lei, pois se ha uma coisa que as autoridades fazem aqui e olhar tudo o que precisa ser olhado. Nao se deixe surpreender por causa de uma simples lampada queimada.
E nao esqueca, que nao basta so ler, tem que participar!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Bandeiras da Intolerancia
“Nao sou a favor nem do judeu, nem do muculmano, porque acho que so existe uma raca: a raca humana.” ( Georges Bourdoukan )
Abra o jornal, folheie uma revista, ligue a TV. Observe como poucos sao as noticias veiculadas que podemos apreciar. Os informativos, todos eles, tem como materia prima a desgraca. Ora sao as guerras, ora os conflitos politicos, ora as mazelas economicas. A fome, o frio, o fogo na mata adentro – os quais nao deixam de ser outras formas de guerra.
Tiroteio entre faccoes que disputam a hegemonia em regioes desprovidas de lei. A droga que grassa e viceja, invadindo escolas, bares e lares, atingindo nao apenas adultos e adolescentes, mas ate mesmo criancas. Uma arma de fogo que dispara acidentalmente, um garoto que chacina sua propria familia ou um grupo de colegas da escola. Filhos que matam pais, pais que violentam filhas, filhas que se prostituem. Governos que desdenham da miseria e que lutam apenas pelo poder como fim absoluto de sua vaidade e ganancia.
Mesmo onde se poderia imaginar prazer, encontramos o negativismo. O caderno de esportes relata a contusao de um atleta, exalta a suspensao de outro flagrado num exame antidoping, e anuncia em polvorosa a demissao sumaria de um tecnico. No caderno de cultura, criticas ganham espaco do que elogios.
Nao sei de onde vem este apego, este quase encantamento do ser humano para com o que e menor e nao o eleva. Talvez seja seja uma especie de indulgencia as nossas proprias fraquezas. E como se, para nos sentirmos melhor, fosse necessario que os outros se mostrassem piores do que nos. Parece que a gente nao busca se melhorar, mas sim diminuir os outros...
Vivemos tempos de amargura, tempos de desamor, tempos de intolerancia. Compomos as nossas teias, os nossos circulos fechados de relacionamentos e de amizades. E carregamos bandeiras diferentes. Nao sao mais apenas bandeiras representando nacoes, pois a luta transcende o plano territorial e a supremacia. Carregamos bandeiras de religioes sem perceber que independentemente de qual seja a crenca o fundamental e a fe que se pratica. Religioes afastam as pessoas, enquanto a espiritualidade as aproxima. Carregamos bandeiras diferentes nos estadios de futebol, e quando poderiamos apenas e tao somente comemorar a magia do espetaculo, fazemos de estandartes, armas que ferem; fazemos da provocacao animada e prazerosa, concertos e odes para a ira coletiva.
Carregamos bandeiras pessoais, as bandeiras segregacionistas. Ora sao os negros, ora os indios, ora os homossexuais, cada qual colocando-se numa posicao inferior, chamando a si proprios de minorias, buscando atraves do julgamento diferenciado o tratamento equanime. Querem a igualdade, mas a perseguem a partir da diferenca. E muitas vezes acabam colhendo apenas a indiferenca.
A palavra intolerancia diz muita coisa. Ela remete a incapacidade de tolerar, ou seja, de aceitar, de permitir, de escutar, de respeitar, mesmo discordando. De tanto ostentar bandeiras, negligenciamos nossa propria liberdade, colocando-a em segundo plano. Esquecendo o prazer de contemplar e de amar a vida.
Mastros no chao, ao cruzar para o outro lado de um rio, ao atravessar uma ponte ou mesmo uma linha ou um marco imaginario, encontraremos alguem igual a nos, com as mesmas duvidas, as mesmas incertezas e os mesmos desejos de respostas que povoam nossas mentes e nossos coracoes sem bandeiras.
Abra o jornal, folheie uma revista, ligue a TV. Observe como poucos sao as noticias veiculadas que podemos apreciar. Os informativos, todos eles, tem como materia prima a desgraca. Ora sao as guerras, ora os conflitos politicos, ora as mazelas economicas. A fome, o frio, o fogo na mata adentro – os quais nao deixam de ser outras formas de guerra.
Tiroteio entre faccoes que disputam a hegemonia em regioes desprovidas de lei. A droga que grassa e viceja, invadindo escolas, bares e lares, atingindo nao apenas adultos e adolescentes, mas ate mesmo criancas. Uma arma de fogo que dispara acidentalmente, um garoto que chacina sua propria familia ou um grupo de colegas da escola. Filhos que matam pais, pais que violentam filhas, filhas que se prostituem. Governos que desdenham da miseria e que lutam apenas pelo poder como fim absoluto de sua vaidade e ganancia.
Mesmo onde se poderia imaginar prazer, encontramos o negativismo. O caderno de esportes relata a contusao de um atleta, exalta a suspensao de outro flagrado num exame antidoping, e anuncia em polvorosa a demissao sumaria de um tecnico. No caderno de cultura, criticas ganham espaco do que elogios.
Nao sei de onde vem este apego, este quase encantamento do ser humano para com o que e menor e nao o eleva. Talvez seja seja uma especie de indulgencia as nossas proprias fraquezas. E como se, para nos sentirmos melhor, fosse necessario que os outros se mostrassem piores do que nos. Parece que a gente nao busca se melhorar, mas sim diminuir os outros...
Vivemos tempos de amargura, tempos de desamor, tempos de intolerancia. Compomos as nossas teias, os nossos circulos fechados de relacionamentos e de amizades. E carregamos bandeiras diferentes. Nao sao mais apenas bandeiras representando nacoes, pois a luta transcende o plano territorial e a supremacia. Carregamos bandeiras de religioes sem perceber que independentemente de qual seja a crenca o fundamental e a fe que se pratica. Religioes afastam as pessoas, enquanto a espiritualidade as aproxima. Carregamos bandeiras diferentes nos estadios de futebol, e quando poderiamos apenas e tao somente comemorar a magia do espetaculo, fazemos de estandartes, armas que ferem; fazemos da provocacao animada e prazerosa, concertos e odes para a ira coletiva.
Carregamos bandeiras pessoais, as bandeiras segregacionistas. Ora sao os negros, ora os indios, ora os homossexuais, cada qual colocando-se numa posicao inferior, chamando a si proprios de minorias, buscando atraves do julgamento diferenciado o tratamento equanime. Querem a igualdade, mas a perseguem a partir da diferenca. E muitas vezes acabam colhendo apenas a indiferenca.
A palavra intolerancia diz muita coisa. Ela remete a incapacidade de tolerar, ou seja, de aceitar, de permitir, de escutar, de respeitar, mesmo discordando. De tanto ostentar bandeiras, negligenciamos nossa propria liberdade, colocando-a em segundo plano. Esquecendo o prazer de contemplar e de amar a vida.
Mastros no chao, ao cruzar para o outro lado de um rio, ao atravessar uma ponte ou mesmo uma linha ou um marco imaginario, encontraremos alguem igual a nos, com as mesmas duvidas, as mesmas incertezas e os mesmos desejos de respostas que povoam nossas mentes e nossos coracoes sem bandeiras.
