sábado, 27 de março de 2010

As multiplas causas das dores nas pernas

Dor na perna é queixa freqüente nos consultórios médicos e um importante fator limitante na atividade profissional.
Acomete indivíduos de todas as faixas etárias, por diversos motivos.
Infelizmente, o diagnóstico nem sempre é preciso e inúmeros são os tratamentos e até mesmo intervencoes cirúrgicas desnecessários.
Extremamente importante é a dor que surge ao caminhar, principalmente na panturrilha (barriga da perna, batata da perna), e que passa com o repouso.
Ela habitualmente denota um problema circulatório arterial, cujo tratamento adequado pode evitar trombose e amputações.
É, portanto, fundamental que diante da dor nas pernas ou em apenas uma delas o médico seja consultado, pois nem sempre a situação clínica é tão simples como aparenta.
Quem possui dor na perna deve observar se a cor da pele permanece normal, bem como a sua temperatura.
A cor arroxeada é preocupante, pois denota deficiência de circulação local.
Ansiedade, estresse, falta de atividade física regular e problemas de postura são outras hipóteses para dor das pernas.
Para cada problema, há uma característica.
Porém, para todos os casos, a orientação é uma só: procure orientação médica e leve consigo todas as informações possíveis. Descreva, inclusive, em que situações sente mais desconforto. O fato de a dor acontecer durante atividade ou em repouso, pela manhã ou no final do dia, pode indicar por onde começar a investigação

Mulheres e salto alto: as dores da beleza.

Na visão masculina, as mulheres têm uma estranha atração – e grande resignação – pelas dores decorrentes do ritual de ficar bela. Para citar alguns exemplos clássicos, a depilação, cirurgias plásticas estéticas e o salto alto. Ao contrário do que se poderia imaginar, a associação que as mulheres fazem entre beleza, em especial a dos pés, e sofrimento, não é um fenômeno moderno. Na China antiga, só para citar um exemplo, as mulheres amarravam os pés com tecidos muito apertados para que não crescessem. Nessa cultura, pés pequenos eram sinônimo de beleza e delicadeza feminina.
Ao longo do tempo, os saltos muito altos mudam a conformação dos pés, porque alteram a maneira como as mulheres pisam. Ao se equilibrar, a concentração do peso fica restrita aos dedos. Há, ainda, dificuldade na flexão da planta do pé – o que prejudica a circulação e potencializa a tendência a varizes. Além disso, o salto altera a musculatura da perna, tornando os músculos mais curtos na parte traseira e mais longos na frente. Muita gente já deve ter ouvido queixas de mulheres que afirmam que usam sempre salto alto e não sentem desconforto, mas quando trocam o calçado por modelos sem salto ou tênis, sentem dores na panturrilha (também chamada de batata da perna) e nos pés – sinais clássicos do encurtamento do tendão de Aquiles. Dores no joelho, no arco anterior dos pés, joanetes, calos, tendinites, unhas encravadas e danos à coluna, como lordose, são outros problemas ortopédicos causados pelo salto alto.
O fato é que mulheres e salto alto são indissociáveise elas estão dispostas a pagar um alto preço pelo uso contínuo, um elevado custo monetário e à saúde.

Uma pesquisa conduzida na Unicamp há alguns anos apontou uma exceção à regra – o salto alto beneficia a circulação. O estudo, que avaliou mulheres que se equilibravam em saltos de sete e 10 centímetros, comprovou que o uso do salto alto diminui a pressão nas veias.

O interessante nesse estudo é que a motivação da pesquisadora foi a preocupação com a disseminação de informações não comprovadas que ligavam o uso de saltos a males como a esquizofrenia. Diante disso, a médica resolveu procurar algo de positivo no uso do acessório. Por favorecer a circulação sangüínea no local, acaba por impedir que (as pernas??) fiquem inchadas. Em contrapartida, um estudo da Sociedade Americana de Ortopedia aponta o salto alto como o vilão responsável pelo gasto de cerca de US$ 3 bilhões anuais com cirurgias nos pés.

O que é unanimidade nesse debate é que dificilmente as mulheres vão abrir mão desse acessório que é símbolo de feminilidade – e não importa o quanto elas saibam a respeito dos efeitos nocivos dos saltos altos para a saúde. Diante dessa constatação, me resignei e reuni cinco dicas básicas para diminuir esses riscos e minimizar o impacto negativo. É uma forma simples de render minhas homenagens no Dia Internacional das Mulheres.
1. Alternar a altura do salto
Se em um dia você usou um salto muito alto, no outro prefira modelos de até quatro centímetros de altura. A prática faz com que a musculatura fique em um estágio intermediário. Pode parecer uma dica de moda, mas o fato é que o mesmo modelo (ou salto) não deve ser usado durante muitos dias para preservar a musculatura dos pés.
2. Modelos alternativos
Compre modelos com o bico e salto quadrado, que oferecem mais estabilidade e conforto. As plataformas – mais indicadas pelos ortopedistas – também são recomendadas porque distribuem melhor o peso por toda a extensão da sola.
3. Sapatos baixos (tênis) para dirigir e andar a pé
Crie um novo hábito. Mantenha no carro um modelo confortável e sem salto – tênis são bons exemplos – para dirigir. As mulheres que utilizam o transporte público, podem adotar o mesmo procedimento. Quando chegar ao trabalho troque pelo modelo de salto alto.
4. Massagear os pés
A massagem nos pés, ao final do dia, ajuda a restabelecer a circulação e funciona como uma prevenção a cãibras e dores musculares. Após a massagem, coloque as pernas para cima por alguns minutos.
5. Alongar a panturrillha
Um dos efeitos de saltos muito altos é o processo de encurtamento da panturrilha. Para prevenir esse impacto negativo, transforme o alongamento da panturrilha em um hábito diário. Ao chegar em casa, no final do dia, utilize um degrau para realizar um exercício simples e que ajuda a manter uma boa circulação do sangue no local: coloque metade do pé sobre o degrau e force a outra metade para baixo. Depois, faça movimentos circulares com os pés para o lado esquerdo e direito. Repita a operação nos dois pés, por 10 minutos.

Exercícios de reabilitação:

1 - Alongamento Com a Toalha:

Sentar sobre uma superfície firme, com a perna lesionada estendida à frente do corpo.
Laçar o pé com uma toalha e puxá-la, suavemente, em direção ao corpo, mantendo os joelhos estendidos.
Manter essa posição por 30 segundos e repetir 3 vezes.
Para um bom alongamento, é necessário sentir, apenas, um desconforto, não devendo permitir uma dor aguda.
Quando esse alongamento for muito fácil, deve-se iniciar o alongamento da panturrilha em pé.


2 - Alongamento em Pé da Panturrilha:
Ficar de pé, com os braços estendidos para frente e as mãos espalmadas e apoiadas em uma parede na altura do peito.
A perna do lado lesionado deve estar, aproximadamente, 40 cm atrás da perna do lado são.
Manter o lado lesionado estendido, com o calcanhar no chão, e inclinar-se contra a parede.
Flexionar o joelho da frente até sentir o alongamento da parte de trás do músculo da panturrilha, do lado lesionado.
Manter essa posição de 30 a 60 segundos e repetir 3 vezes.

3 - Alongamento do Músculo Soleo:
Em pé, de frente para parede com as mãos na altura do peito, com os joelhos levemente dobrados e o pé lesionado para trás, gentilmente apoiar na parede até sentir alongar a parte inferior da panturrilha.
Virar o pé lesionado levemente para dentro e manter o calcanhar no chão.
Manter essa posição por 30 segundos e repetir 3 vezes.

4 - Alongamento da Aponevrose Plantar:
Em pé, com o ante pé lesionado na borda de um degrau e o médio pé e calcanhar sem apoiar em nada, tentar alcançar o fundo do degrau com o calcanhar até sentir o alongamento do arco do pé.
Manter por 30 segundos. Relaxar e repetir 3 vezes.

5 - Elevação Dos Dedos do Pé:
Tirar os dedos do ch ão.
No início pode-se balançar para trás sobre os
calcanhares, de maneira que os dedos dos pés saiam do chão, para facilitar o exercício.
Manter essa posição por 5 segundos e fazer 3 séries
de 10.

6 - Elevação Dos Calcanhares:
Segurar em uma cadeira e suspender o corpo sobre os dedos dos pés, tirando os calcanhares do chão, ficando nas pontas dos pés.
Manter esta posição por 3 segundos e, lentamente, voltar à posição inicial.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.
À medida que o exercício ficar fácil, levantar, apenas, o lado lesionado.

7 - Equilíbrio Sobre Uma Perna:
Ficar em pé, sem apoiar em nada e tentar equilibrar-se sobre a perna lesionada. Não deixar que o arco do pé aplaine-se, nem que os dedos do pé se dobrem.
Começar com os olhos abertos e, posteriormente, tentar fazer o exercício com os olhos fechados.
Manter a posição sobre uma única perna por 30 segundos.
Repetir 3 vezes.

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